21 de setembro de 2009

GOSTOSURAS OU TRAVESSURAS?

Uma noite (ontem). Uma balada. Você (re)conhece uma pessoa legal, alguém que te desperta curiosidade. E aí você se interessa por esse alguém, mas não de forma leviana. Essa pessoa não é só mais uma na noite, existe um interesse realmente grande, duradouro. Talvez uma prematura pretensão de um futuro namoro. Reforce o valor e a consciência da palavra prematura.

E então você inicia o conhecido jogo de sedução, que tenta sutilmente atrair o alvo e convencê-lo a ser conquistado. E você dá provas de que o interesse é grande, é desproporcionalmente grande demais para simplesmente resultar em uns beijos e um “até nunca mais” no fim da noite. Mas o famigerado “alvo” não percebe, não capta seus interesses, não colabora e decide não responder às suas investidas...

E agora que você já imaginou a situação como se fosse sua, eu admito: esse é um dos meus fracassos pessoais. O Alysson há duas semanas tenta investir um em um garoto que não dá a mínima e eu nem mesmo posso ter o direito de ficar puto com a situação, afinal, quantas vezes eu não estive do outro lado da moeda? Pois é... este é outro dos raros posts curtos neste blog, a diferença é que este tem a finalidade de extravasar a total frustração da minha mente completamente embriagada. Mas o post não acaba aqui...

Alysson, assim como outros seres humanos, é vaidoso, voluntarioso e tem um ego a saciar. Dessa forma, na noite seguinte (ou seja, esta noite), Alysson procura por diversão descompromissada e fácil. Inicia-se o “love game”. Olhares e uns sorrisos estrategicamente distribuídos e um belo alvo é derrotado (ou seria vencedor?) no jogo de sedução. Objetivo conquistado: beijos, amassos, preliminares, sexo... tudo em excelente qualidade. Troca de telefones ao final da noite e a pseudo-promessa de um novo encontro. Talvez um relacionamento. Talvez um pseudo-relacionamento. Talvez não seja nada, talvez seja apenas uma questão de educação e cortesia.

E ao fim deste post, uma pequena ressaca moral. Por melhor que tenha sido esta noite, eu desejava que o sucesso no “love game” tivesse ocorrido ontem, com uma pessoa diferente, com interesses diferentes, com resultados talvez nem tão avançados, nem tão sexualmente satisfatórios, mas com paz e um preenchimento no coração, que há muito tempo mantém-se vazio. E o aprendizado da noite é: a velha filosofia “enquanto não acho a pessoa certa, me divirto com as erradas” é como consumismo, dá uma satisfação imediata, rápida, curta e insossa, pouco saborosa e, a longo prazo, é bem ruim, principalmente quando acumulada.

OBS: A embriaguez passou, o que só piora o meu vazio. Boa semana a todos...

OBS2: Vizinhos, prometo comentar nos blogs de vocês assim que eu tiver um mínimo de 10 horas de sono contados!

3 comentários:

Cris Medeiros disse...

Confesso que na minha vida toda estive mais vezes nessa posição que vc está agora do que no outro lado da moeda... E de tanto levar na cabeça te digo que não vale à pena alimentar esperanças, ou a coisa rola de início, ou se rolar depois um dos dois lados vai estar em desvantagem, porque vai estar gostando e o outro sendo amado apenas...

Beijocas

@JayWaider disse...

Dorme bebê, dorme huahuahuhua
Querido cada um sabe a dor e alegria de ser o que se é e eu completo de buscar aquilo que se busca. Momentos bons, promessas, na maioria das vezes tudo efemeridade do momento. Assim como a ressaca só vem depois... o despertar do sonho que parecia verdade vem também... e as vezes a gente preferiria dormir pra sempre.
Dorme, bebê, dorme!
Bju

Thyanna disse...

OIi...

confesso que já estive em ambos os lados da moeda, mas aprendi à duras penas que essa política do "enquanto não acho a pessoa certa, me divirto com as erradas", traz consequências horriveis, não só as citadas, como satisfação superficial, mas a ressaca moral e o fato de acabar se acostumando a divertir-se somente com as erradas e se esquecer que á formas muito mais satisfatórias pelo mundo afora.

Bjuus e com restinho de semana.