10 de setembro de 2009

CANSEI...


O post de hoje será curtíssimo, bem diferente dos demais. Hoje é o dia em que o Syn cansou, mas cansou MESMO. Cansou de ser Syn, cansou da máscara que representa ser o Syn, cansou do anonimato auto-protetor, cansou da descrição do blog que diz ser um "espaço virtual de um certo Sistema Nervoso humano que (quase) dá a cara à tapa, e as idéias também...". Chega do quase, chega da auto-proteção. Chega do medo. Chega de mais armários na minha vida. Alguém que se diz ser sincero e verdadeiro não precisa de máscaras... e é exatamente o que eu faço agora.

Não sou o Syn. Este pequeno pseudônimo é na verdade um carinhoso diminutivo de um apelido que recebi da minha madrinha na infância... o nome real do Syn é ALYSSON (e o apelido era "Alyssinho", que virou "Syn"). Em resumo, isso era tudo o que eu precisava contar. E aqui embaixo está tudo o que eu precisava mostrar:


Eu mesmo. Sem máscaras, sem pseudônimos, sem omissões, sem esconder nem me envergonhar do que eu digo, sinto, faço ou penso. Sem armários, sem "quase". Obrigado!

SINAPSES:

"Espaço virtual de um certo
Sistema Nervoso humano que
(finalmente) dá a cara à tapa,
e as idéias também..."

5 de setembro de 2009

RE-LA-CIO-NA-MEN-TO... FIZ CERTO?



É difícil tecer relacionamentos sérios, sadios, duradouros e seguros. Pelo menos a meu ver, isto é um fato. E não é uma opinião conseqüente de amargura e desilusão (que já tive o desprazer de sofrer), trata-se de um aprendizado que obtive através de observação e nem tanto das minhas próprias experiências.

Se você olhar em sua volta, perceberá que muitos procuram o seu par perfeito, grande amor da vida, alma gêmea, etc. O mundo está lotado de indivíduos solitários, vagando sem rumo e esperando que o tão sonhado amor apareça numa das esquinas da vida. Isso é um puro reflexo de que relacionamentos sérios, sadios, duradouros e seguros não são fáceis de construir após o encontro com a pessoa certa. Além disso, é um reflexo de que as pessoas estão fazendo tudo errado!!!

Relacionamentos ideais, em meu humilde contexto, são iniciados a partir de um importante “tripé”, formado por RESPEITO, CONFIANÇA e EMPATIA. Obviamente não espere encontrar isso nas primeiras 24 horas após conhecer um bom pretendente/candidato. Aliás, nem na primeira semana, eu diria. Ok, sendo bem realista, essas coisas demoram pra se fixar e não existe uma margem de tempo confiável. Esse é o processo que sofremos para CATIVAR um companheiro e sermos CATIVADOS por ele. Mas não confunda o campo dos sentimentos com o campo do prazer carnal, nunca faça isso. Sexo no(s) primeiro(s) encontro(s) pode ser revelador, intenso e gerar grande prazer e satisfação, mas raramente consolida grandes relacionamentos. Paixões loucas e ardentes são voláteis demais e muitas vezes duram até que um novo “objeto de desejo” surja no campo de visão. Pelo menos no meu caso, posso afirmar: se rolou sexo fácil nos primeiros encontros, manter um relacionamento com esse cara não era o meu objetivo principal (vide post anterior).

Por isso é tão difícil criar relacionamentos ideais: sexo é fácil e cativar é difícil, principalmente porque num casal o desejo de cativar (e ser cativado) deve ser bilateral. Não caia na vã ilusão de amar sozinho (acredite no Syn, que perdeu tempo e neurônios com um amor platônico idiota). Também não siga num relacionamento que não te satisfaz só porque o seu par gosta muito de você. É necessário que você e ele/ela gostem juntos um do outro, porque se o interesse não for bilateral, um dos lados sustenta o relacionamento até cansar/perder a graça/acabar o sentimento/encontrar alguém melhor/etc e em seguida ele acaba.

Além do “tripé” (confiança, respeito e empatia), um “algo mais” é fundamental pra desencadear todo o processo que transforma um simples “estamos só nos conhecendo” em um romântico “quer namorar comigo?”. Pode ser paixão, carinho, desejo, destino, etc. você chama do que quiser, sei apenas que é fruto que você sente, entende, adora mas não explica. E isso é importante também... afinal, explicar é definir e definir é limitar.

Mas saiba que não é fácil (eu disse isso antes). Existem perigosos acidentes de percurso no caminho do relacionamento desejado. O maior deles talvez seja substituir componentes do tripé (e cada pessoa tem seu próprio tripé, sua lista pessoal de “exigências”) por sentimentos e situações que denotem clara fraqueza pessoal, como carência, baixa auto-estima, ilusão e fantasia, expectativas demais, etc. No “Sim, eu mesmo” (num post PERFEITO!) tem uma frase que explica exatamente isso: “Preencher o espaço vazio, ser a metade que completa, o sentido que faltava não faz dele(a) o(a) homem(ou mulher) da sua vida, só revela que há algo de muito grave com sua auto-estima”.

Outro grande erro é supervalorizar no candidato apenas uma (ou algumas poucas) qualidade(s) e tentar fazer dela(s) a redenção para óbvias incompatibilidades existentes entre vocês. Se um garoto é um deus grego, mas é grosso e impaciente e você não tolera esses defeitos, não adianta “suavizar” esses defeitos com a beleza do rapaz. Também não se envolva com uma garota extremamente intelectual e bonita em medidas razoáveis se o que você procura é uma sexy líder de torcida com peitos/bunda/coxas abundantes. Não adianta se encantar pela característica, é importante se envolver com a pessoa e o todo que ela significa. Também não se apresse demais, cativar leva tempo. Ansiedade é perigosamente prejudicial e assusta muitos dos que poderiam ser excelentes companheiros. Mas também não se assuste e não se limite a acreditar que apenas UMA pessoa será capaz de te fazer feliz.

Em relacionamentos, eu costumo comparar os humanos como peça minúsculas de um gigantesco quebra-cabeça. Sendo assim, você não tem apenas UMA peça com quem pode se “encaixar”, entretanto, não conseguirá forçar o mesmo com pelo menos 90% das outras peças (no mínimo!). Sempre existe uma ou outra peça que você jurava que se encaixava perfeitamente com a sua, mas no final, percebe que simplesmente não tinham nenhuma possibilidade de encaixe, uma pura ilusão. E talvez haverá uma peça que se encaixe mais firmemente, com grande perfeição e formará um desenho bem mais bonito: esta peça é chamada por muitos de “verdadeiro amor”. Mas lembre-se: eu disse TALVEZ... não seja rigorosamente seletivo e exigente ao ponto de não querer menos do que esta tal peça perfeita, até porque ela pode ter sua outra peça perfeita...

Esses erros constroem relacionamentos que são até bonitinhos, mas são curtos, instáveis e com grandes chances de decepção no final. Como se não fosse suficiente, uma série de incompatibilidades (tardiamente percebidas) pode pôr tudo a perder. É que não dá pra conhecer alguém bem o suficiente para saber que é a pessoa certa sem antes dar a cara pra bater. Assim, você pode já estar completamente apaixonado quando perceber que aquele relacionamento pode não dar certo...

De fato, não é fácil, mas ninguém disse que seria... e nem é tão difícil a ponto de ser impossível. É trabalhoso e requer muita vontade a missão de fazer um relacionamento começar e continuar dando certo na maior parte do tempo, mas os frutos desse trabalho todo fazem da vida mais doce, da paz de espírito mais verdadeira e de muitos dos sonhos realidade. A vida, os livros, os filmes, as músicas, as (argh!) novelas estão aí, esfregando na nossa cara um monte de lindas histórias de amor, umas mais vulgarmente, outras mais dramaticamente, outra ainda mais drasticamente. Tente você fazer a sua também, acredite: não dá pra se arrepender!!!

“Enquanto eu puder caminhar
Enquanto eu puder estar viva
Enquanto minha hora não chegar
Talvez eu não vença o tempo todo
E ainda posso até cair
Só quero manter minha alma forte
Erguer a cabeça e seguir...”

(Guerreiros são guerreiros – Pitty)


OBS: Relendo o post percebi que me enganei: muito do que eu falo é de experiência própria... que merda! >_<

31 de agosto de 2009

O "NÃO"


Um quarto meio escuro. Nele, havia uma cama de casal encostada num dos cantos, um computador desktop ligado numa mesa improvisada em outro canto, uma cômoda desorganizada, um violão encostado na parede, roupas espalhadas pelo chão e um sem número de pôsteres pornográficos femininos. Um típico quarto de um garotão entre 12 e 18 anos. E eu não errei na avaliação, era o quarto do melhor amigo dele, e ambos tinham 17 anos. E não demorei pra notar que talvez esses “empréstimos” de quarto fossem mais freqüentes do que eu gostaria. Arqueei uma sobrancelha e vi que ele estava trancando a porta do quarto com apenas nós dois dentro. Eu sabia que não íamos só conversar. Eu sabia exatamente o que ele queria. Era o mesmo que eu queria.

O “ele” é um garotão, jogador de futsal, estuda numa das melhores escolas daqui de São Luís e é extremamente bonito, o que ele deve principalmente à prática do esporte. Mais ou menos 1,78 m de altura, pele morena, olhos castanhos escuros, cabelo preto, pernas grossas, corpo bonito, sem exageros. Fala, age e reage exatamente como um garoto despreocupado. Eu o conheci nos jogos estudantis do Estado. Os olhares, as provocações e os eventos nos trouxeram para o quarto do melhor amigo dele, agora ele se aproximava com um sorriso cínico e levava suas mãos ao meu rosto. Um beijo, seguido de um demorado “olho no olho” desacompanhado de qualquer palavra. Outro beijo, mais demorado. Ele me carrega (porque os garotos fortes adoram fazer isso?) e me leva lentamente pra cama deitando-me sobre ela, o beijo não foi interrompido até o momento em que ele se deitou ao meu lado. Ficou ao meu lado, me olhando, talvez sem saber o que dizer. Mas nesses momentos não há muito o que se falar mesmo. Dois homens ligeiramente constrangidos olhando um nos olhos do outro. Até que eu cortei o silêncio.

– Tem certeza de que é isso que você quer?

– Não seria a primeira vez e com certeza não vai ser a última.

Engoli a resposta afiada em outro silêncio. E este novo silêncio não foi interrompido por palavras, mas sim por gestos, beijos, abraços, toques, movimentos, corpos sendo despidos e roupas sendo jogadas para o lado. Em seguida, sussurros, gemidos e mais beijos. E como isto não é um blog pornográfico e este não é um conto erótico, pularei os detalhes com grande satisfação.

Às 20:30 da noite, acordo abraçado a ele. Olho para o mesmo quarto desarrumado, agora mais escuro, um cômodo que cumpriu sua função de cúmplice mais uma vez, pra mais uma pessoa: eu. E ele, que ainda dorme. Sabia que a casa estava vazia, porque o silêncio novamente pairava. Sem nem mesmo me vestir, saí do quarto e procurei o banheiro. Após o banho, voltei para o quarto e ele ainda dormia. Enquanto eu me vestia ele acordou e beijou meus ombros. Perguntou se eu não podia ficar mais. Disse que os pais do amigo dele estavam viajando, a casa seria só “nossa” até a tarde do dia seguinte. E dessa vez eu respondi afiadamente:

– Acho que você gostou. Eu gostei também. Mas sei exatamente o que você pode me oferecer. E sei também o que você QUER me oferecer. E é pouco. Quero muito mais do que sexo escondido com um cara muito bonito.

Respondi com um sorriso torto nos lábios. Uma tentativa de suavizar as palavras que seguiriam. Meio confuso, ele fez uma cara de dúvida e manteve-se em silêncio.

– Acredite, pra mim não foi fácil nem rápido atingir o nível de maturidade e aceitação pessoal que eu tenho hoje. Meus desejos vão além de sexo e prazer. Desejo companheirismo, amizade, carinho. Espero que tenha sido muito bom mesmo pra você... porque, pelo menos entre nós dois, esta foi a primeira, a única e a última.

Beijei a testa dele e saí daquele quarto escuro, deixando o garoto para trás com a certeza de que ele havia entendido. Ao sair, olhei pro céu, vi a lua e só constatei: havia feito a coisa certa!

21 de julho de 2009

CARTA PÓSTUMA A UM (QUASE) AMOR


Eu aprendi sozinho e hoje conheço a mim e a ti o suficiente para nunca mais me deixar enganar.

Você não é especial em minha vida. Ser especial é, em partes, não conseguir definir nem explicar, somente sentir o porquê alguém pode ser tão significante em nossas vidas. Hoje eu enxergo: você é finito, tem explicação e, pelo menos pra mim, tem um conceito rotulado em sua testa e tem definição exata. Uma cortina turva de encanto me confundiu o suficiente para enxergar maravilhas onde não existia, me fez caminhar pelas trilhas da ilusão e fantasiar um sentimento especial que nunca poderia ter existido.

Você é inegavelmente bonito, atraente. Mas nem tanto, se comparado com pessoas realmente belas. A beleza, mesmo a superficial, a exterior, essa qualidade inata vem de dentro pra fora e é dificilmente criada com por meios artificiais. A beleza real é descompromissada, casual e inerente. Você sim bonito, mas só o suficiente para atrair alvos pequenos, fáceis, de auto-estima duvidosamente abalada. Sua beleza não atrai outras beldades, pois não é real o suficiente para manter um encanto real por muito tempo em pessoas sólidas, firmes e fortes.

Você não é inteligente. Mas sim, você é esperto. Esperto o suficiente para reproduzir com palavras e atos aquilo que os outros precisam ouvir ou enxergar. Seu raciocínio é seletivo e interesseiro e não espontâneo e constante. Você é incrivelmente carismático e sabe usar seu dom, mas não é capaz de penetrar as sólidas camadas da razão e do amor-próprio.

Você é meu amigo? Eu não sei se sou seu amigo. Mas você ainda é meu amigo. Você pode até ter muitos amigos, mas será que você é capaz de ser um amigo real para alguém? Um amigo que apóia incondicionalmente o outro, que sabe ouvir e falar, falar para motivar, para criticar, para defender e para acalentar. Amizade exige um amor pelo próximo em proporções muito grandiosas, exige interesse, inclinação, doação, altruísmo para o bem-estar na felicidade do próximo. E de forma mútua.

Eu nem sei se você consegue desenvolver tais sentimentos por ninguém menos que você. Não sei se você consegue se preocupar com os problemas de um amigo, se colocar no lugar do outro, consumir todas as forças num objetivo para o bem do próximo, de um amigo. Eu não sei quanto de você é egoísta. E não sei quanto de você é altruísta. Seus círculos de convivência são distorcidos, entranhados com uma espécie corrompida de amizade. Uma amizade interesseira, hipócrita, preconceituosa e falsa. Você mistura os interesses em seus contatos com amizades (e amigos).

Você nem consegue ter respeito pelo próximo. Sejam os amigos, a namorada, as amantes, os professores, os irmãos. Você não é fiel nem leal a ninguém. Sua seta moral aponta para as conveniências mais interessantes do momento. Você mente por puro prazer. Você se vangloria da desgraça alheia. Você usa pessoas como degraus e inimigos como pedestais de auto-afirmação. Você não consegue ser orgulhoso de sua profissão. Você se regozija ao ridicularizar um companheiro. Você é preconceituoso. Você tem defeitos terríveis, o que é normal; mas você parece se orgulhar de cada um deles, o que é repulsivo.

Hoje eu sei que o amor que eu sentia por você era algo que nasceu de uma história conturbada. Hoje eu sei que boa parte desse sentimento tem relação direta com o meu estado de espírito, com o meu amor-próprio, com a minha auto-estima. Hoje eu sei que você está muito longe de se parecer com o meu “Edward Cullen”. E sei que, felizmente, nós dois não queremos que você se pareça com o Ed.

Faz pouco mais de um trimestre que eu decidi enterrar tudo o que você significava pra mim, e estou completamente orgulhoso de tudo o que eu já consegui após essa decisão. Depois de todo esse tempo na total consciência de que você não era tudo aquilo que desejei, pelo contrário, é uma estranha versão da pessoa que eu idealizei; eu me permiti viver coisas novas, conhecer pessoas novas, ter dois relacionamentos, superar obstáculos, repensar um ou outro conceito e analisar friamente os fatos. E eu descobri coisas incríveis sobre mim. Descobri que posso ser especial, bonito, inteligente, carismático e uma excelente companhia. Descobri que eu não sou um cara ruim e tão pouco merecedor de alguém como você. Descobri que eu não quero você e, acredite, você seria bem mais feliz ao lado de alguém que realmente amasse você, como eu amei. E eu desejo sinceramente que você encontre essa otária... digo, pessoa (se é que você já não a encontrou).

E apesar de tudo, lembre-se: você ainda é meu amigo. Eu ainda estou aqui se você precisar de ajuda para melhorar como pessoa, como amigo, como namorado, como profissional, etc. e, se precisar, venha sem medo, pois não sou mais capaz de enxergar em você o homem que eu um dia amei como aquele que passaria o resto dos meus dias comigo. Hoje um amigo que será eterno em minha vida, isso se assim você desejar e merecer.Amém!

[...]

OBS: O Syn está com uma viagem marcada para amanhã com destino à sua cidade natal: Belém – PA! É uma viagem de descanso (e putaria) merecido após a formatura. A propósito, agora é Dr. Syn, blz? rsrs

OBS2: Como não sei se terei acesso à internet por lá, posso ficar sem atualizar o blog por 2 semanas. Sorry...

OBS3: GAYALPHA, MELHORAS PRA VOCÊ!!! Seja lá o que você tiver... e se precisar de dicas de um fisioterapeuta, me avisa!

15 de julho de 2009

QUALIDADES + DEFEITOS = PERSONALIDADE (PARTE 3)


É chegada a hora de desmistificar a tão falada “personalidade”. Sem buscar conceitos do senso comum, da filosofia ou da psicologia, a própria palavra PERSONALIDADE nos remete à outra palavra bastante similar: PESSOAL. Assim, pense em personalidade como todas as características pessoais (incluindo defeitos e qualidades, já falados) que fazem você ser exatamente o que você é, ou seja, aquilo que nos diferencia e nos torna únicos. Historicamente, a palavra personalidade vem do grego persona, que significa “máscara”, e tem relação direta com a arte teatral grega, onde cada máscara designava um personagem representado pelos atores.

– “Aula de história/psicologia em plena postagem Syn?”

Mais ou menos. É que durante o jogo-da-verdade, após terem sido discutidos qualidades e defeitos, os participantes começaram a falar da tal personalidade de uma forma impositiva, onde uma seria superior à outra. Ora, fala-se muito de personalidade e, infelizmente, de forma bastante errada... eis o motivo do post: uma humilde tentativa de esclarecimento.

Ter personalidade não é sinônimo de ser corajoso, forte, ou não ter “papas na língua”. De forma similar, um indivíduo “mosca-morta” não necessariamente é um cara “sem personalidade”. É errado imaginar que a personalidade de alguém pode ser quantificada ou decodificada através de testes de revista, signos, etc.. Além disso, não existe a famosa dualidade de personalidades “fracas e fortes”, “introvertidas ou extrovertidas”, “boas ou más” (lembra da odiosa filosofia monocromática?). Esses erros ambulantes e atrozes com a coitada da personalidade se devem a um maldito senso comum criado e difundido pelas massas menos favorecidas de... personalidade decente!!!

E vamos aos tais esclarecimentos: como o termo se refere ao conjunto de características e duradouras de cada indivíduo tornando-o único, por lógica, TODOS possuem a tal personalidade. Desde o cara mais foda e durão que você conhece até aquele nerdzinho que não falava com ninguém na sua turma da escola. Portanto, nunca mais diga que aquela pessoa que você admira tem personalidade, pois o indivíduo mais medíocre do mundo também tem.

A formação da personalidade é um processo gradual, lento, complexo e único a cada indivíduo. É o produto de uma construção pessoal, que sofre influência de diversos fatores sociais (família, amigos, etc.), morais (educação, cultura, etc.), fisiológicos, emocionais, intelectuais e experimentais que nos moldam, ora bruscamente e ora sutilmente, ao longo da nossa vida. Fato é que em cada um de nós, algumas características tornam-se dominantes e mais trabalhadas do que outras. Dessa forma, esqueça as comparações entre personalidades “fortes e fracas”, “superiores e inferiores”, etc. As características de um indivíduo, como ser estável ou volúvel, introvertido ou extrovertido, etc. são componentes do todo que compõe a personalidade, e não um defeito ou qualidade específico dela.

E pra finalizar, esqueça todas as chances de definir, limitar ou resumir o ser humano. O horóscopo, e outros produtos da astrologia, jamais serão capazes de definir a complexidade humana; eles no máximo agrupam padrões de comportamento, que podem ou não ser compatíveis com você (pelo menos comigo nunca deram certo). Testes de revistas não são capazes de determinar suas características fielmente, até porque somos um tanto quanto imprevisíveis e sensivelmente mutáveis. Lembrem-se: todos nós temos nossas máscaras, nossas “personas” nessa peça que é a vida. Por mais estável e durável que possa ser a personalidade, sempre existe um sutil desvio-padrão, para mais ou para menos.

P.S.: Espero que tenham gostado da "série" de posts. ^^